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quinta-feira, 11 de abril de 2024

Silvano Formentin: Cultura e Aprendizado Italiano

       Silvano Formentin: Cultura e Aprendizado Italiano 




Há mais de duas décadas, Silvano Formentin tem sido um defensor da língua e cultura italianas no Brasil e em outros 17 países ao redor do mundo. Seu comprometimento com o ensino e a disseminação do idioma o levou a desenvolver o método exclusivo SF, que facilita o aprendizado de idiomas por meio de uma imersão profunda no curso.


A paixão pela Itália o acompanha desde a infância, influenciado pela sua família e pelo desejo de conhecer suas raízes. Em 2006, ele tomou uma decisão corajosa: deixou sua carreira como servidor público no Brasil para viver na Itália e buscar o sonho de falar italiano fluentemente.


No entanto, os primeiros meses em solo italiano foram desafiadores. Apesar de ter estudado um pouco de italiano antes da viagem, Silvano logo percebeu que suas habilidades linguísticas eram insuficientes para conseguir um emprego. Após três meses de tentativas infrutíferas, chegou ao seu limite financeiro e emocional.


Foi nesse momento de dificuldade extrema que Formentin teve um encontro marcante com a realidade. Sem recursos, precisou recorrer à ajuda de uma igreja local, onde compartilhou refeições com pessoas em situação de vulnerabilidade. Essa experiência e todas as outras até ali, foram um ponto de virada para Silvano. 


Aquele momento difícil o fez refletir sobre sua jornada e o motivou a encontrar uma nova abordagem para aprender italiano. Com determinação e uma estratégia de estudo mais eficiente, ele não só aprendeu o idioma rapidamente, mas também conseguiu empregos na Itália e na Alemanha, vivendo experiências incríveis e conhecendo lugares fascinantes.


De volta ao Brasil, através de amigos Silvano descobriu sua paixão por dar aulas de italiano. Fascinado pela forma como o cérebro humano aprende, ele aprimorou suas técnicas e estratégias, desenvolvendo um método inovador que combina técnicas de imersão, memorização e aprendizagem acelerada, permitindo que seus alunos dominem o idioma de forma rápida, em apenas 8 meses. 


Hoje, Silvano Formentin dedica-se integralmente a ensinar italiano e compartilhar sua paixão pela cultura italiana. Seu objetivo é proporcionar a seus alunos não apenas o domínio do idioma, mas também uma experiência transformadora que os conecte de forma profunda com a rica história e tradições da Itália.


Instagram: @silvano_formentin

quinta-feira, 27 de julho de 2023

Inclusão: Enxergando o Futuro pede ensino do braile nas escolas

              Inclusão: Enxergando o Futuro pede ensino do braile nas escolas


Ao aprender o sistema de escrita e leitura tátil, pessoas cegas e de baixa visão ganham autonomia, inclusão na sociedade e mais espaço no mercado de trabalho


Daniela Frontera manuseia material pedagógico - crédito Nayara Zattoni


O avanço tecnológico dos últimos anos, principalmente a criação dos leitores de tela, programas de computador que convertem o texto em áudio, facilitou muito a vida de quem é cego ou tem baixa visão. Essas ferramentas possibilitam navegar na Internet, ter acesso à informação e a se socializar com o mundo. Mas um código inventado há quase 200 anos ainda é indispensável à educação e à inclusão dessas pessoas.  É o braile, código universal de escrita e leitura tátil, que utiliza seis pontos.


Por isso, o Projeto Enxergando o Futuro, que ensina braile a distância, por plataforma online, e de graça para deficientes visuais de todo o Brasil e até do exterior, aproveitando que o Ministério de Direitos Humanos e Cidadania abriu canal para sugestões de políticas de inclusão e paz, sugeriu uma proposta que já considera importante há tempos: que o braile seja oferecido na rede pública de ensino.


A proposta foi inserida no site Brasil Participativo, do governo federal, no mês passado. Desde então, o Enxergando o Futuro vem buscando apoio à proposta, para que se torne realidade. A tecnologia é bem-vinda, mas não substitui o braile, afirma Daniela Reis Frontera, fundadora do Projeto Enxergando o Futuro. Sem o braile, afirma, haverá um problema sério para alfabetização dos cegos e, futuramente, para a empregabilidade, porque uma pessoa mal alfabetizada não vai conseguir uma vaga qualificada.


O Projeto Enxergando o Futuro, nascido em 2019, em Duartina (SP), já formou 38 pessoas até agora e em agosto mais 15 estudantes terminam o curso. “Atuamos, como outras entidades, como formiguinhas no ensino do braile. Mas é muito pouco diante da quantidade de pessoas com dificuldade para enxergar”, frisa ela.


Segundo dados do censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, 18,6% da população brasileira possui algum tipo de deficiência visual. Desse total, 6,5 milhões apresentam deficiência visual severa, sendo que 506 mil têm perda total da visão (0,3% da população) e 6 milhões, grande dificuldade para enxergar (3,2%). É por isso que o Enxergando o Futuro busca mobilização para que as escolas ensinem braile. “Quem aprende braile, ganha autonomia, consegue se socializar com o mundo e tem mais chance de conseguir uma vaga qualificada no mercado de trabalho”, acrescenta Daniela.


Ela ressalta que há inúmeras pessoas, como ela, que vão perdendo a visão aos poucos ao longo da vida e que poderiam logo no início já aprender o braile, o que facilitaria a aceitação da nova condição. Aos 23 anos, Daniela foi diagnosticada com retinose pigmentar. Com o passar do tempo, foi perdendo visão, mas o processo de aceitação da condição foi lento. Só quando começou a bater nos móveis dentro da própria casa e precisar de ajuda para se locomover, caiu a ficha que não estava enxergando. Foi quando decidiu aprender o braile.


Após aprender o braile e passar a usar tecnologia assistiva, Daniela obteve de volta autonomia para praticamente tudo na sua vida. Inclusive, facilitou suas atividades de empresária. Ao sentir o impacto positivo do braile, ela decidiu criar um Projeto Enxergando o Futuro para ajudar pessoas cegas. Ela tornou-se palestrante e coach com foco em desenvolvimento de performance para equipes, além de retomar o gosto pelo esporte. Paratleta, conquistou o vice-campeonato nacional de paratambor, além de praticar atletismo e ciclismo.


Serviço


Para mais informações sobre o Enxergando o Futuro e a sua luta pelo ensino do braile nas escolas, entre em contato pelo telefone (14) 99740-8217. Ou faça uma doação. A chave Pix é adm@enxergandoofuturo.com.br Se você é deficiente visual e deseja aprender braile ou conhece alguém, garanta sua vaga na próxima turma pelo WhatsApp: (14) 99740-8217.  


Fábio Magalhães, candidato para Presidente do Brasil

             Fábio Magalhães, candidato para Presidente do Brasil "O Brasil vive uma longa travessia. Milhões procuram emprego. Milhões...